Regressão? Para quê?
A principal finalidade das regressões a vivências passadas, nessa ou em outras encarnações, é encontrar fatos ou situações às quais as pessoas estão sintonizadas, ainda sentindo-se lá, em seu inconsciente, sem o saber, mas sentindo e pensando como o faziam lá. Por exemplo, se alguém foi preso em uma cadeia, ficou muito tempo lá e isso lhe afetou muito; embora, claro, já tenha saído de lá, é como se ainda estivesse ligado àquela situação e, então, necessita regredir, voltar para lá e sentir que já saiu daquele lugar; assim, rompe-se a sintonia e ele sentir-se-á, finalmente, livre. Essa é uma das causas da fobia de lugares fechados. Outra, é quando seu corpo morreu e ele foi junto para o caixão... não saiu... só mais tarde é que percebeu que podia sair, subir ou veio alguém do Mundo Espiritual busca-lo. Há muitas pessoas que ainda estão sintonizadas num fato triste, de raiva, de medo, de solidão, etc., de outras vidas, ainda sentindo aquilo, sofrendo e tomando Prozac, Lexotan... Estão sintonizadas em situações do seu passado transpessoal, uma doença imobilizante, uma velhice solitária, uma morte traumática, um abandono do ser amado, em que sentiram muita tristeza, depressão, muita mágoa, muito medo, pânico, raiva, sentimento de inferioridade, solidão. A finalidade terapêutica da regressão é, então, fazer com que retornem a essas situações e relembrem que já saíram delas, que aquilo já passou; aí, corta-se a sintonia com aquelas situações e os sentimentos e, então, sentirão alívio, sentir-se-ão livres. A melhora é automática, natural. A principal finalidade da regressão é fazer a pessoa voltar a uma situação traumática que ainda está ativa em seu inconsciente e relembrar que aquilo já terminou, ou seja, desconectar-se daquela situação e dos sentimentos que sentia lá. É um desligamento. O outro grande benefício da regressão é a pessoa perceber como é parecida vida após vida... E a evolução espiritual? E a transformação? Somos muito incompetentes nesse assunto...Na regressão, quem quer descobrir a origem de uma raiva, começa a sentir raiva, quem quer encontrar a origem de uma tristeza, começa a sentir grande tristeza, o mesmo para o medo, a mágoa, o sentimento de solidão, angústia, etc. Em geral, o paciente acredita que são os seus sentimentos de hoje, mas não; são os de lá que já estão sendo encontrados. A minha orientação é que a pessoa me diga quando começa a sentir algo dentro de si, mesmo que seja o que comumente sente, mesmo que pareça imaginação, que está inventando tudo aquilo, etc. Começam a vir idéias como se fossem imaginação ou fantasias; por exemplo: de repente passa em sua mente a sensação de uma batalha, ou de um baile, ou de um navio, ou de um casamento. A minha orientação é que a pessoa me diga qualquer fato que surja em sua mente, mesmo que não esteja vendo nada, esteja tudo escuro em sua mente; não deve duvidar daquela idéia que veio, não deve tentar entender, questionar, racionalizar, esperar ter certeza para me dizer, pois isso faz com que a idéia desapareça.E quando, depois de muito tempo, o paciente diz que não está vendo nada... o terapeuta acha que, então, ele não regrediu... mas regrediu, sim, está num lugar escuro... E quando diz que não está fazendo nada... pode estar flutuando no Astral intermediário após um desencarne em alguma vida passada...
O processo de regressão é totalmente passivo; a pessoa deve deitar-se e entregar-se totalmente, relaxar completamente, soltar o corpo, como se fosse desaparecer e seguir as minhas instruções. Ir apagando os pensamentos, como se fosse dormir, criar um espaço neutro para que, do seu Inconsciente, venham as idéias, as sensações e os sentimentos. Não deve ficar pensando, querer ver, procurar por algo, pelo contrário, deve ficar passivo e esperar que venham as informações lá do seu Inconsciente, e me dizer qualquer coisa que venha à sua mente ou nos seus sentimentos.O processo de regressão consta de 2 fases:Fase 1 – atuação do terapeuta:a) Relaxamento do corpo físico.b) Expansão da Consciência: pedimos ao paciente que imagine que começa a flutuar, a crescer, que vá subindo em direção ao teto, ocupando a sala, ficando grande... muito leve... que ultrapasse a sala, vá para o céu, crescendo... crescendo... ficando cada vez maior, cada vez mais leve, mais sutil... Isso faz com que a sua Consciência alcance os seus corpos sutis, onde estão as memórias das vidas passadas. Fase 2 – regressão propriamente dita: Esta fase é realizada pelo Mundo Espiritual e o terapeuta deve procurar ficar o mais calado possível para não interferir no trabalho. Estimular, de vez quando, o paciente a continuar seu relato que deve ir até a morte do corpo físico, até o desencarne, continuar a recordação até a subida para o Plano Astral, até citar que está sentindo-se bem, ou seja, os sentimentos negativos já desapareceram, as dores sumiram, etc.A minha orientação é que, a qualquer momento, no relaxamento físico ou na expansão da Consciência, ao surgir alguma idéia, sensação ou sentimento, o paciente comece a relatar o que está vindo. Não deve esperar por imagens, nem deve esperar ter certeza de algo para me referir, pois no início tem a sensação de que está imaginando, inventando, que é semelhante a um sonho que já teve, ao que alguma cartomante lhe disse, ao que já achava que era.Quando o paciente me diz que está sentindo algo - tristeza, medo, raiva - ou está sentindo-se preso, ou apertado, ou que lhe passou uma idéia de navio, de guerra, de uma época medieval, a sensação de estar sozinho, está sentindo calor, ou frio, etc., parece que está caminhando, está com sede, parece que tem fogo; eu lhe perguntarei algo referente a isso e, então, deve continuar falando o que vem à sua cabeça, sem pensar, sem querer entender, sem duvidar, sem questionar pois, senão, o que vem vindo do seu inconsciente poderá ser bloqueado.A Terapia de Regressão é incentivada pelo Mundo Espiritual, mas os terapeutas devem permitir que o Guia da pessoa realize o trabalho. Quem somos nós para sabermos para onde a pessoa deve regredir? Quanta prepotência acreditarmos que podemos comandar tão delicado procedimento... E a orientação que recebi do Mundo Espiritual é que JAMAIS deve ser incentivado o reconhecimento de pessoas em outras encarnações, pois isso é uma infração à Lei do Karma! Sugiro aos pacientes que conversem com seu terapeuta a esse respeito, no caso deste trabalhar desse modo, incentivando o reconhecimento, peçam para isso não ser feito... É errado e anti-ético! Sei que a tentação de saber quem vai encontrar em outras vidas é muito grande, saber porque alguém o odeia, a procura da alma gêmea, etc., mas devemos respeitar a Lei do Esquecimento. Quem descumprir essa Lei irá arrepender-se mais adiante...
domingo, 28 de março de 2010
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
Análise Transacional
Análise Transacional
No artigo anterior de AT, eu descrevi que a estrutura da personalidade é composta de três partes: a) Pai (mãe); b) Adulto; c) Criança. Desta forma, trazemos gravados em nossa estrutura de personalidade os pais que tivemos, o adulto que somos e a criança que fomos. Essas três estruturas de personalidade se comunicam entre si em nossa cabeça constantemente em forma de diálogos internos.Neste artigo gostaria de descrever como ocorre o funcionamento destas três estruturas de personalidade. Análise Funcional da Personalidade
Funcionalmente dividimos a nossa personalidade em:
1) Pai (mãe) Crítico (PC) : Lado da personalidade que critica, censura, pune, castiga, dá ordens, impõe regras, proíbe e que usamos em nossas relações interpessoais (comigo mesmo) e interpessoais (com os outros). É o lado da personalidade que vive julgando, condenando, apontando falhas e defeitos. O criticismo acentuado e a visão preconceituosa fazem parte também desta estrutura de personalidade.
Ex: “Como sou burro. Eu não faço nada certo”.
“Você faz tudo errado”.
“Eu não confio nos homens. São todos iguais”.
“Cala a boca você fala muito. Só fala besteira”.
“Eu odeio gente ignorante”!
Se você teve pais muito críticos, autoritários, preconceituosos, moralistas, a tendência é reproduzir essas atitudes consigo mesmo e com os outros. Em outras palavras, se você foi humilhado, maltratado, criticado ou ignorado pelos seus pais, a tendência é fazer o mesmo. Por outro lado, se você foi amado, qualificado e respeitado, a tendência também é fazer o mesmo consigo e com os outros.
Um estudo da Vara da Infância e da Juventude concluiu o seguinte: Crianças espancadas tendem a se tornarem pais espancadores. Da mesma forma, crianças abusadas sexualmente tendem a se tornar adultos abusadores. Desta forma, quando criança, incorporamos os padrões de comportamentos e os sentimentos dos nossos pais e tendemos a reproduzi-los quando nos tornamos adultos. Se você veio de uma família violenta, agressiva, onde seus pais brigavam muito, é bem provável que você vá reproduzir isso no seu relacionamento conjugal.
2) Pai (Mãe) Protetor (PP): É o lado da personalidade que protege, ajuda, apóia, ensina, estimula, incentiva, dá segurança, colo.
É o oposto do Pai (mãe) crítico (PC).
Ex: “Faça uma boa viagem. Que Deus o acompanhe”!
“Conte comigo; é só me procurar”.
“O seu trabalho está bom, parabéns”!
“Não se preocupe, vai dar tudo certo”.
Quando sirvo um café, faço um favor, apóio, oriento, encorajo uma pessoa, elogio alguém, dou um abraço bem “redondo” ou consolo uma pessoa que perdeu um ente querido, estou usando o lado protetor (PP) da minha personalidade.
Em contrapartida, as pessoas que conviveram com pais indiferentes, não participativos, ou mesmo ausentes, tendem a ter muita dificuldade em darem colo, carinho e proteção às pessoas.
3) Adulto (A) : É o lado da personalidade que pondera, usa a razão, o bom senso, analisando os prós e os contras com base na realidade para tomar uma decisão, resolver problemas.
Ex: Quando faço uma pergunta para entender melhor o comportamento de uma pessoa, busco dialogar, me inteirar mais da realidade do mercado de trabalho para saber se é o momento de mudar de emprego, estou utilizando o meu lado ADULTO da personalidade. É também o lado ético, lúcido, coerente, atualizado, bem informado, flexível, em pleno contato com a realidade.
Uma pessoa saudável é aquela que tem flexibilidade, plasticidade e um contato amplo com a realidade. Esta pessoa, portanto, ‘tem’ em si um ADULTO bem estruturado.
4) Criança Adaptada (CA):
a) Submissa: Lado da personalidade que reage passivamente por medo ou culpa. É o lado inseguro, medroso, fóbico. É aquele garotinho(a) que carregamos dentro de nós que oprime suas emoções ou desejos, vive para os outros. Funciona só na obrigação, no dever. Está sempre querendo agradar os outros, tem dificuldade de dizer não. Foi programado pelos pais a cumprir suas exigências e expectativas.
A Criança Adaptada Submissa (CAS) é conseqüência de Pai (mãe) crítico (PC) em excesso. Aprendeu a colocar os outros sempre em primeiro plano, é ‘travada’ emocionalmente (tem dificuldade em expressar o que pensa e sente).
Com isso, vai perdendo a espontaneidade, o encantamento pela vida, a vitalidade e o entusiasmo. É a criança que foi muito censurada, reprimida.
Tornam-se adultos medrosos, inseguros.
Ex: Quando você está sempre querendo a aprovação alheia.
Quando está sempre pedindo desculpas, “pisando” em casca de ovos para não magoar as pessoas.
Quando costuma dizer sim e acaba ficando com raiva de si por fazer algo que lhe desagrada.
Quando você tem dificuldade de olhar nos olhos de seu interlocutor ao conversar com ele.
b) Rebelde: Lado da personalidade que busca sempre desafiar, bater de frente, contestar as pessoas, principalmente as figuras de autoridade. É o lado polêmico, agressivo, radical, desafiador.
É a parte da personalidade que só funciona dessa forma. É conseqüência também de pais muito críticos, controladores e autoritários. Enquanto a criança adaptada submissa (CAS) se submete às exigências dos pais, a criança adaptada rebelde (CAR) busca sempre desafiar, enfrentar as atitudes dos pais. É também o lado pirracento, birrento, provocador.
Ex: “Não estou nem aí”!
“Faço o que eu bem entender”.
“O problema é meu”!
“Você não tem nada que se meter com a minha vida”.
c) Criança Livre: (CL) : Lado da personalidade que libera de forma espontânea pensamentos, sentimentos e atitudes.
É também o lado intuitivo, criativo e alegre. É a parte mais saudável da personalidade. A liberdade de expressar pensamentos e sentimentos, dar boas gargalhadas, contar piadas de forma descontraída e divertida vem dessa criança livre (CL).
Ex: Quando se está com vontade de rir ou de chorar e não bloqueamos.
Quando se está com raiva e se desabafa de forma sincera.
Quando se toma um sorvete num dia quente e nos deliciamos totalmente com isso.
Portanto, a criança livre representa a parte espontânea e criativa da personalidade.
O objetivo da AT é trazer de volta essa (CL) no paciente. É resgatar a vontade de viver, o encantamento pela vida que o paciente perdeu, “matou” dentro de si. É exercitar as cinco emoções básicas, inerentes ao seu humano: medo, raiva, tristeza, alegria e afeto.
O Dr. Eric Berne, o criador da Análise Transacional (AT), traduziu o postulado filosófico da AT numa singela parábola: “Todos nós nascemos“ príncipes” ou “princesas”. No decorrer do processo educacional, nos transformamos como que enfeitiçados em “sapos” tristes e acomodados, porém com o potencial de realeza apenas aguardando ser redespertado”.
Para finalizar este artigo, quero reproduzir uma oração de fé na pessoa na linguagem da AT.
“Creio no homem. Creio na sua essência de luz, na sua inclinação para a saúde, na sua vocação para a vida. Creio no seu potencial evolutivo e na sua possibilidade de despertar. Creio no homem mesmo quando ele me chega “disfarçado” de doente, de fracassado, de impotente. Creio no homem mesmo quando está manipulando e sendo manipulado; mesmo quando destruído pela existência; mesmo quando reduzido a farrapo. Creio no homem mesmo quando mendigando, exibindo suas feridas; mesmo construindo bombas nucleares, mesmo quando me chega enfeitiçado de “sapo” triste e acomodado; ainda assim, creio na capacidade do homem despertar seu “Príncipe” ou “Princesa” interior.
Incondicionalmente, creio que eu sou OK, você é OK e a humanidade é OK.
Roberto Crema - “Análise Transacional Centrada na Pessoa... e mais além”.
Editora Agora
domingo, 2 de agosto de 2009
Psicanálise & Terapia de Vidas Passadas
Na terapia psicanalítica, existem pacientes em grande número que necessitam para auxílio no tratamento, relacionados com os estados emocionais e psíquicos a técnica de "Terapia de Vidas Passadas –“ TVP”, ou “Regressão” como uma ferramenta complementar importante na busca de soluções dos problemas que o paciente enfrenta em seu dia a dia . Durante a terapia é possível realizar a "REGRESSÃO DE IDADE" fazendo com que a pessoa volte aos períodos necessários como, a sua infância ou até mesmo a fase intra-uterina. O paciente voltando, por exemplo, a sua primeira infância vive exatamente tudo o que lembra desta etapa de sua vida, principalmente os fatos que marcaram este período. Por isso podemos através da regressão de idade, eliminar traumas com muito mais facilidade, já que estamos "falando" diretamente com a criança que existe dentro das vivências do subconsciente do adulto. Para que possamos realizar a regressão até a fase uterina, se faz necessário realizarmos sessões, quantas forem necessárias, para cada paciente, partindo do princípio que usamos está ferramenta como processo terapêutico para sanarmos os problemas psíquicos trazidos de circunstâncias remotas e que interferem nas nossas atitudes cotidianas e no convívio com outras pessoas. Sendo uma terapia complementar que se soma com a técnica psicanalítica e análise para os processos intrincados do ser na completa resolução dos conflitos que surgiram ou que surgem instantaneamente na mente deflagando processos como: complexos, fobias, medos, traumas, Síndrome do Pânico, de várias origens e causas. É extremamente gratificante, através do tratamento podermos eliminar totalmente um trauma doloroso sofrido por uma criança e que permanecia durante anos dentro do indivíduo adulto. A infância é um período muito delicado em nossas vidas, porque os fatos estão completamente fora da nossa capacidade de lembrança ou conhecimento quando da idade adulta. Porém, muitos aspectos que compõem nossa personalidade, nossos hábitos, nossos comportamentos, podem ter sido determinantes antes de nascermos. Pelo processo de TVP é possível conduzirmos o paciente, em face da importância de descobertas com relação a sua vida atual e dos processos que está vivenciando, a retroagir a vidas passadas, antes da sua fecundação. Neste caso, poderá corrigir possíveis defeitos ou desequilíbrios de personalidade que o indivíduo possa ter ou vir a sofrer. Este método fará o paciente não apenas sentir, mas "Ver" o passado e o seu próprio futuro. Outrossim, vemos que pode ser usado como ferramenta terapêutica para evitar e até mesmo eliminar processos comportamentais psíquicos prejudiciais (Bebida, Fumo, Drogas). Atualmente, a técnica de TVP (Terapia de Vidas Passadas) é um procedimento que vem auxiliar e esclarecer as relações do indivíduo com as reminiscências do seu passado visando a resolver os conflitos interiores e desenvolver uma vida rica através do conhecimento de si.
Marcadores:
Psicanálise,
Vidas Passadas
Assinar:
Postagens (Atom)