segunda-feira, 6 de abril de 2015

Neurociências e Neurologia


Exoesqueleto impulsiona movimento das pernas com energia cinética.


Melhorar a forma como os seres humanos andam sem depender de uma fonte externa de energia sempre foi um desafio para os desenvolvedores de próteses e exoesqueletos. Entretanto, um artigo recentemente publicado na revista Nature apresenta um dispositivo que utiliza energia cinética para auxiliar a movimentação humana. 

O exoesqueleto desenvolvido por cientistas norte-americanos, patrocinados pela Universidade da Carolina do Norte, nos EUA, pode ser encaixado em qualquer tênis de corrida e pode reduzir o déficit energético do movimento de caminhada entre 2,6 e 7,2%. O dispositivo foi projetado visando portadores de deficiências ou pessoas que precisam realizar longas caminhadas.

Sem precisar de alimentação externa de energia, o aparelho é apto para converter a energia gerada através da movimentação da perna (músculos e tendões) em impulsos que replicam os movimentos da panturrilha e tendão de Aquiles em um pequeno sistema de polias e embreagens no exoesqueleto. Quando o calcanhar bate no chão, momento em que o tendão de Aquiles geralmente estimula a panturrilha com muita força, a embreagem estimula a polia do exoesqueleto.



Reprodução


Pensado entre 200 e 500 gramas, o sistema permite que o usuário não gaste energia extra ao carregá-lo, entretanto, funciona apenas para caminhadas. Caso corra com o exoesqueleto, o usuário vai destruir o dispositivo, segundo os criadores.
Segundo a Nature, o dispositivo deve ser lançado ainda em 2015 em solo norte-americano e pelo custo de US$ 1000.

Fonte: Olhar Digital e Revista Nature 

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Psicanálise / Neurociências & Neurologia

Os Neurônios

- Nele há a capacidade de aprender. Cada neurônio tem potencial para fazer em torno de 60 mil conexões ou sinapses, e por seu turno, cada sinapse pode receber até 100 mil impulsos por segundo, e mostra, sua complexidade da estrutura e do funcionamento das redes neurais. A partir destas informações, fica fácil entender por que não há a menor possibilidade de haver dois cérebros absolutamente iguais, nem do ponto de vista neuroanatômico, nem do ponto de vista neurofuncional.
Quando comparado o cérebro com o cerebelo, surgem algumas diferenças, há pelo menos duas - primeiro, a citoarquitetura cerebelar é bem mais simples do que a cerebral; segundo, a capacidade do cerebelo podem fazer até 150 mil sinapses cada um, mais do que o dobro das cerebrais. Essas duas diferenças explicam o - maior potencial neuroplástico do cerebelo - quando comparado com o do cérebro, dentre as demais estruturas do SNC.
Os neurônios são células altamente excitáveis que se comunicam entre si e também com outras células efetuadoras, tais como células musculares e secretoras. A linguagem da comunicação interneural - é basicamente elétrica, ou seja, por meio da modificação do potencial da membrana. Existem dois tipos de neurotransmissão - a elétrica e a química:
1. elétrica - está mais relacionada ao processo de desenvolvimento neuropsicomotor (DNPM);
2. química - está mais ligada ao aprendizado em si.
Em suma, o que se observa é que existe uma ontogenia, até nos diferentes tipos de neurotransmissores. (Livro: Transtornos da Aprendizagem - Abordagem Neurobiológica e Multidisciplinar, Cap.2, pg.22 - ARTMED)

Fonte: NeuroSchola